sábado, 14 de fevereiro de 2015

Uma one-shot, duas sessões e muitos pensamentos


Fala, galera!

Há uma semana, precisamente, eu fui ao evento que já está em sua segunda edição aqui em Campinas. O "Joga Campinas" é resultado de uma parceria que tem tudo para funcionar. Afinal, nossa cidade é fraca no quesito: incentivar novos jogadores.
Ele acontece na Nipo e é uma vez por mês.

Para o evento, eu preparei um one-shot em que alguns jogadores novos pudessem experimentar as maravilhas do Nono Mundo. Seria uma baita experiência para mim também, uma vez que nunca cheguei a mestrar nada para desconhecidos. Foi uma baita tensão.
Tentei me lembrar sempre de dicas de como estruturar sua sessão sem deixá-la presa. Sempre dar oportunidade para que as sugestões dos jogadores fossem levadas para dentro da história, entre outras tantas dicas que li no Pontos de Experiência. 

Não vou contar como a minha aventura "Lamentos de Salachia" se dá, pois pretendo mestrá-la mais vezes e não quero dar spoiler para nenhum futuro jogador lol.
Contudo, preciso reportar o seguinte: depois de alguns dias, eu mestrei ela novamente para um grupo totalmente diferente. No primeiro caso, eram pessoas que já haviam jogado; no segundo, podemos dizer, eram mais novatos do que eu.

Em ambos os casos, tudo foi muito divertido. Pelo menos, o feedback que recebi foi positivo haha
Entretanto, acredito que o maior aproveitamento tenha sido de minha parte. Afinal, fora fascinante ver como os grupos reagiram de maneiras totalmente diferentes às situações (algo que já esperava) e como as experiência de jogo não é um ponto determinante.

O que quis dizer é o seguinte: o grupo com menos experiência chegou a explorar mais, interpretar mais, imergir mais no jogo. Algo que pode, acredito, incentivar mais pessoas a jogar. Oras, essa sempre foi uma de minhas preocupações: não ser experiente, não ter a vivência. 
A conclusão que cheguei: foda-se tudo isso.

O primeiro grupo já explorava e caminhava na história procurando um fim. Não que seja um problema. Porém, muitas coisas foram deixadas de lado pela busca incessante da grande resolução do mistério, forçando certas situações para que tudo chegasse a um fim glorioso.
Não digo ser errado. Só acho que, tanto como mestre ou jogador, não faria assim. 
Sempre li muito e acredito que o desenrolar da história precisa ir acontecendo e não ser forçado em alguns pontos para que algo aconteça.
Ou seja: talvez, ao explorar a cidade, algumas pistas vão aparecer. Vocês não precisa sair interrogando cada pessoas que passa por sua frente. As batalhas também podem aparecer, afinal, uma história boa não precisa ter combates. Quantos contos de grandes autores são sobre momentos do cotidiano? 

Ambos os grupos foram maravilhosos, pois me ajudaram muito.
Quem sabe, daqui algumas semanas, eu não coloque aqui alguma dessas sessões totalmente descrita. Pretendo, então, ter escrito outra one-shot! haha


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